Apresentação, objetivos, histórico e contextualização

Apresentação e objetivos

O Curso de Mestrado Profissional em Farmacologia (MPF) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi criado em 2009, conta atualmente (março de 2022) com seis áreas de concentração, nove linhas de pesquisa e 16 docentes orientadores, sendo 12 (75%) permanentes e oito (50%) bolsistas de produtividade do CNPq. Conforme ilustrado abaixo, 66 discentes já defenderam a respectiva dissertação e outros 34 discentes a então desenvolvendo nesse momento.

Nosso objetivo é desenvolver o senso ético, científico e crítico de profissionais da área biomédica sobre aspectos farmacológicos inerentes ao desenvolvimento de fármacos e sua interação com o organismo para que eles possam aplicar tais habilidades na resolução de uma questão relevante em sua prática profissional em hospitais, farmácias privadas, hospitalares e de centros de saúde, indústrias farmacêuticas, laboratórios de análises bioquímico-toxicológicas, instituições de ensino superior, bem como em órgãos governamentais envolvidos na regulação ou controle do uso de fármacos e medicamentos, dentre outros.

Com o auxílio de nossos discentes e do PPGFMC, também procuramos promover ações para a melhoria e promoção da saúde por meio de atividades voltadas para a divulgação científica e a popularização da ciência por meio de página eletrônica nas principais mídias sociais, tais como Twitter, Facebook, Instagram e Youtube.

Quais as características dos Mestrados Profissional e Acadêmico em Farmacologia?

 

Histórico e contextualização do Curso

O Curso de Mestrado Profissional em Farmacologia (MPF) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi criado em 2009. Sua proposição decorreu do posicionamento favorável do Programa de Pós-Graduação em Farmacologia (PPGFMC; modalidade acadêmica, conceito 7 na CAPES) da UFSC à consulta feita pela Universidade Paranaense (UNIPAR) em conjunto com a indústria farmacêutica Prati-Donaduzzi (Toledo, PR). A proposta de um Curso de MPF visava suprir a necessidade de conciliar a formação em pesquisa biomédica investigativa com atividades já em desenvolvimento dentro de ambiente industrial na área de fármacos e medicamentos. O início efetivo das atividades do Curso de MPF ocorreu em 2010 com uma turma de 20 discentes, sendo oito da empresa Prati-Donaduzzi, três da empresa Biocinese (que realiza estudos com biofármacos), e nove profissionais da área da saúde que atuavam como médicos, farmacêuticos e/ou docentes de instituições de ensino superior (IES) privadas. Todos concluíram as disciplinas e defenderam a respectiva dissertação.

Por se tratar da primeira turma de MPF, o Colegiado ponderou que um novo edital de seleção para ingresso ao Curso deveria ocorrer somente em 2012, após a finalização da turma inicial. O fato dos docentes se deslocarem da UFSC (Florianópolis, SC) para a UNIPAR (Toledo, PR), local onde as aulas e demais atividades eram realizadas, também influenciou nessa decisão. Com a mudança na legislação vigente na época, que vetou o ressarcimento dos custos relativos à interação e deslocamento entre as duas instituições supracitadas, o Colegiado decidiu por cancelar a abertura de uma nova turma do MPF na cidade de Toledo e outras regiões distantes da sede da UFSC. Neste ínterim, realizamos uma análise conjunta com o Colegiado do PPGFMC sobre manter o Curso de MPF. O consenso foi de mantê-lo, mas ajustando-o às demandas dos profissionais da área biomédica residentes em Santa Catarina, que buscam na UFSC a oportunidade de desenvolver habilidades científicas e de liderança para abordar apropriadamente questões de relevância profissional em seus respectivos locais de trabalho que envolvam a farmacologia e áreas afins, cuja resolução terá impacto socioeconômico positivo. Como antecipado, o público-alvo do Curso de MPF se tornaria mais heterogêneo, assim optou-se por atualizar uma parte do quadro de orientadores para incluir docentes com experiência no exterior e/ou com bolsa de produtividade do CNPq. Estes não foram apenas oriundos da área de Farmacologia, mas também de outras áreas correlatas, tais como Ciências Farmacêuticas, Fisiologia e Toxicologia, onde o estudo e o desenvolvimento de fármacos também são temas de interesse.

Desta forma, em 2013 foi realizado o processo seletivo para a segunda turma do MPF, no qual foram aprovados seis candidatos, que ao longo de 2014 elaboraram o respectivo projeto de dissertação. Em novembro de 2014 houve o processo seletivo para compor a terceira turma, sendo que 11 candidatos foram aprovados e se matricularam para iniciar o Curso em março de 2015. A abertura de vagas e o interesse pelo MPF se mantiveram constantes ao longo dos quatro anos seguintes, pois a quarta, quinta, sexta, sétima, oitava e nova turmas, cujas atividades iniciaram-se em março de 2016, 2017, 2018, 2019, 2020 e 2021, respectivamente, foram compostas por nove a doze discentes cada. Conforme ilustrado no gráfico acima, entre 2010 e 2021, 86% dos discentes concluíram o Curso com a defesa da respectiva dissertação, 8% desistiram por motivos pessoais, e os demais (6%) foram desligados. Ao final de 2021, o Curso mantinha em seu quadro 20 mestrandos regularmente matriculados. Outros 14 foram selecionados no final de 2021 para compor a décima turma, que iniciará em abril de 2022.

O Colegiado pleno do MPF reúne-se frequentemente em reuniões ordinárias, sendo que a última reunião do ano é feita para discutir especificamente o andamento do Curso e o planejamento para o ano vindouro. Com base na heterogeneidade crescente nas demandas farmacológicas dos profissionais da área biomédica interessados em nosso Curso que foi identificada durante os processos seletivos de 2016 e 2017, houve consenso pela ampliação e diversificação do quadro de orientadores. Para tanto, realizamos uma seleção com professores de diversos departamentos dos Centros de Ciências Biológicas e de Ciências da Saúde da UFSC. Dois deles, com “expertise” e perfil complementares aos já vinculados ao MPF, foram selecionados e cadastrados como novos orientadores. Em função disso, o processo seletivo para compor as próximas turmas passou a contar com até 12-14 vagas. Assim, a sétima, oitava, nona e décima turmas, cujas atividades iniciaram-se em março de 2019, 2020, 2021 e 2022, respectivamente, são compostas por 12, 10, 10 e 14 discentes cada. O número de candidatos por vaga no MPF tem se mantido em três e cinco desde o início da segunda fase do Curso. Mesmo assim, realizamos uma seleção bem rigorosa, o que faz com que, às vezes, nem todas as vagas sejam preenchidas.

A criação do Curso de MPF comemorou 10 anos em 2019, assim docentes e discentes organizaram um evento que contou com a presença de egressos, discentes, orientadores, coordenadores de outros Cursos de Mestrados Profissionais e da Pró-Reitora de Pós-Graduação da UFSC, bem como do Coordenador de Cursos/Programas Profissionais da CAPES, professor Frédéric Jean Georges Frézard. A finalidade foi contextualizar historicamente o Curso, aumentar sua integração, visibilidade e inserção social dentro e fora da UFSC. Houve depoimento de alguns egressos sobre conhecimentos, habilidades, produtos e/ou atividades (ex.: patente, software, procedimento operacional padrão, cartilhas, curso, palestra, etc.) advindos da realização do Curso e da dissertação que são úteis no contexto profissional.

Há várias ações em andamento visando a evolução do Curso e sua articulação com o Plano de Desenvolvimento Institucional da UFSC: (i) atualização e complementação das informações no website do MPF; (ii) reavaliação das áreas de concentração, das linhas de pesquisa vigentes, dos critérios de cadastramento e recadastramento de orientadores e da distribuição dos discentes; (iii) autoavaliação; (iv) planejamento estratégico; e (v) estratégias de estreitamento das interações para otimizar a autossustentação do Curso. Destaca-se que a busca por tais ações tem sido uma característica do Colegiado e da Coordenação do Curso.

Como resultado do comprometimento dos docentes e discentes do Mestrado Profissional em Farmacologia, na última avaliação quadrienal da CAPES, subimos para Conceito 5, nota máxima para programas que oferecem apenas o mestrado.